PARQUE MUNICIPAL AMÉRICO RENÊ GIANNETTI

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Ano: 2011

Local: Belo Horizonte, MG

Área: 188.787m²

Projeto de Requalificação Urbana:

Marieta Cardoso Maciel; 

Mirelli Borges Medeiros;

João Fernandes;

Rodrigo Malheiros.

Equipe:

Camila Maria Pereira Scalabrini

Amanda Dias Janhsen

MEMORIAL

O Parque Municipal Américo Renê Giannetti já tinha suas funções e os seus valores bem definidos e que permanecem na atualidade, apesar de sua dimensão físico-territorial ter sido reduzida ao longo da expansão da cidade. Ele está localizado na parte central de Belo Horizonte e do município onde recebe direta e continuamente todos os impactos da super utilização dos espaços públicos urbanos: poluições, depredações, sobrecarga do uso público e transformações cênicas constantes.

Passou por várias reinvenções paisagísticas objetivando a sua adequação e ordenamento tentando acompanhar a dinâmica social da cidade. As questões atuais de ordem sócio-econômicas e biofísicas demandam novas condutas para a sua gestão, para o uso público e para as reservas naturais.

O objeto do contrato é a elaboração de serviços técnicos e projetos na área de arquitetura e urbanismo do PMARG, localizado no hiper centro de Belo Horizonte, em Minas Gerais, em atendimento ao  Termo de Referência para Elaboração de Serviços técnicos e Projetos na área de Arquitetura e Urbanismo para Requalificação do Parque Municipal Américo Renné Giannetti. Tendo como suporte técnico o diagnóstico contendo os problemas e os potenciais para a requalificação do Parque Municipal Américo Renê Giannetti, foi elaborado o Anteprojeto que teve como metodologia a proposta, na escala urbana e na escala do parque.

 

Na escala urbana:

A integração do parque com o seu entorno imediato e com a cidade. Foram então identificadas, a partir da circulação urbana, as principais linhas de transporte coletivo, a mobilidade e a hierarquia viária. Foram mantidas as portarias da Avenida Afonso Pena, Alameda Ezequiel Dias e Avenida dos Andradas como acessos principais, a partir do resultado da pesquisa dos fluxos de usuários. Além destas, as portarias secundárias da Avenida Carandaí, Mercado das Flores, da Rua da Bahia e da Avenida Assis Chateaubriand.

MAPEAMENTO DOS

FLUXOS DOS VISITANTES

Na escala do Parque:

As zonas devem conter ambientes com diversidades de usos e funções. Portanto, foi proposto um zoneamento, ou seja, a divisão do espaço em partes semelhantes, qualitativa e quantitativamente, levando em consideração: a dimensão física, os ambientes arquitetônicos, as atividades operacionais, os recursos naturais disponíveis, a tipologia das atividades de uso público e as paisagens. A finalidade é orientar o usuário na escolha de suas atividades e cenários.

Os dados disponíveis bibliográficos, documentais e entrevistas com o público e com a administração foram essenciais para a elaboração do Anteprojeto.

Todos os passeios revestidos em calçada portuguesa serão mantidos conforme orientação da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Todas as alterações de revestimentos serão feitas para atender à legislação de acessibilidade dentro da viabilidade técnica: os acessos da Avenida Afonso Pena e Alameda Ezequiel Dias que, por serem de paralelepípedo, deverão ter uma faixa acessível em concreto pigmentado.

As edificações existentes no Parque Municipal, com algumas exceções, não têm identidade arquitetônica, pois não existe uma estrutura organizacional entre elas. São ecléticas quanto às questões de ordem funcional, bem como as de ordem formal, com diversidade de desenhos, estilos e caráter. Isso traduz uma somatória de planos pontuais executados ao longo do tempo o que prejudicou a percepção arquitetônica e a sua utilidade pública.

 

Conforme solicitação, as portarias projetadas são mais amplas, área total 15,5m2, para proporcionar conforto e melhores condições de trabalho aos funcionários e atendimento aos visitantes. 

Uma vez identificados as patologias e os problemas no atual prédio administrativo foi elaborada a proposta de reforma e reestruturação espacial contendo o centro de educação ambiental, a guarda-municipal, os sanitários públicos e auditório. A área do edifício não terá acréscimo, sendo mantida a área construída de 565,00m2. A edificação passará por um processo de “retrofit” e virá a sediar a Unidade de Apoio, que será a base de funcionamento de atividades gerais de subsistência do Parque.

A edificação proposta para o novo Complexo Operacional do Parque Municipal segue a ideologia da arquitetura sustentável. Assim haverá um maior aproveitamento dos recursos naturais como irrigação dos jardins com água pluvial, reutilização de água para fins sanitários, coletores solares para aquecimento de água, iluminação e ventilação natural no ambiente e exaustores eólicos para otimização das trocas térmicas.

Além desses aspectos, a configuração física foi proposta para privilegiar a circulação do ar, preservar a vegetação existente e criar micro climas confortáveis para as atividades. Tais medidas serão geradoras de uma significativa economia da energia elétrica e água tratada, bem como, exemplificam uma arquitetura contemporânea e educam didaticamente todos os usuários do parque.

A faixa ajardinada entre a edificação e o gradil da Avenida dos Andradas receberá uma cortina vegetal com árvores e arbustos de portes variados para que a edificação cause o menor impacto visual possível a partir da Avenida dos Andradas.

Os brinquedos mecânicos, com a implantação do novo Complexo Operacional e novo Ponto de Apoio (antiga lanchonete) passarão por um processo de readequação espacial de posicionamento, sem qualquer comprometimento de suas dimensões atuais ou das áreas verdes do parque.

 

A requalificação Urbana do Parque Municipal Américo Renê Giannetti fará com que ele tenha melhores condições para continuar cumprindo seu valor no ambiente urbano.

CONTATO

Tel: (31) 3234 0836

       (31) 99916 4933

e-mail: contato@polisarquitetura.com.br

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